quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Artrópodes

         O filo dos Artrópodes apresenta animais com pés ou patas articulados e exoesqueleto de quitina, que os ajuda muito, protegendo contra predadores, sustentando o corpo do animal e diminuindo a perda de água. É o filo com mais espécies entre os seres vivos.
     São distribuídos em cinco grupos: insetos, crustáceos, aracnídeos, diplópodes e quilópodes. Seu corpo é dividido em várias partes diferentes e cada uma apresenta uma função.
- Insetos: apresentam cabeça, tórax e abdômen e têm 3 pares de patas. São terrestres.


- Crustáceos: apresentam cefalotórax e abdômen e têm de 4 a 8 pares de patas. Maioria é aquática.


- Aracnídeos: apresentam cefalotórax e abdômen e têm 4 pares. São terrestres.

- Quilópodes: apresentam cabeça e tronco e têm um par de patas por segmento. São terrestres.

- Diplópode: apresentam cabeça e tronco e têm dois pares de patas por segmento. São terrestres.

      Quando crescem e aumentam de tamanho, seu esqueleto não acompanha seu crescimento, portanto, quando precisam, os artrópodes passam uma fase chamada muda ou ecdise, que é a troca de esqueleto. Acontece diversas vezes até cessar o crescimento na fase adulta.

      São dióicos, se reproduzem sexuadamente e tem fecundação interna. Podem apresentar desenvolvimento direto, semi-direto ou indireto.

                                            Cordados


                 Os cordados apresentam algumas características principais:  

                 - simetria bilateral

                 -notocorda

                 - sistema digestório completo             

                 -um tubo nervoso central

                 -uma calda pós-anal ( em alguma fase da vida)

    Os animais pertencentes a esse filo são os peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos.


        

Equinodermos

                                            


         Lírio-do-mar, bolacha-da-praia, serpente do mar, são todos exemplos de animais pertencentes  ao filo dos equinodermos.
         Eles apresentam  espinhos, esqueleto de calcário e simetria radial. A maioria não mede mais que alguns centímetros de diâmetro. 
         Esses animais contém  uma rede canais, por onde passa a água. Destes saem tubos musculares, que faz a locomoção, chamados pés ambulacrários.
         Os equinodermes tem tubo digestório completo, sistema respiratório branquial e sexo separado.Eles possuem grande poder de regeneração.
          Ele estão distribuídos em cinco classes principais: Asteroides, Equinoides, Holoturoides, Ofiuroides e Crinoides.
          
   

             
              

domingo, 7 de setembro de 2014

Moluscos
            Todos os pertencentes a este grupo apresentam corpo mole. A grande maioria apresenta uma concha de calcário para a proteção que pode ser uni ou bivalve.
            O corpo de um molusco contém três partes básicas, que podem ser alteradas em algumas classes, elas são: cabeça, massa visceral e pé.
            Na cabeça ficam os órgãos dos sentidos. Existem tentáculos com olhos e outros especializados no olfato e tato. Possuem sistema digestório completo e a boca, também localizada na cabeça, tem uma língua com dentes de quitina chamada rádula responsável pela trituração do alimento.
            A massa visceral é onde ficam os órgãos responsáveis pela digestão, reprodução, circulação, ou seja, as funções vitais.
            As funções do pé variam de acordo com o molusco. Elas variam de cavar, agarrar o alimento, arrastar-se, agarrar-se, etc.
            Os moluscos ainda têm o manto na região dorsal. O manto é responsável pela formação da concha. Na sua cavidade é onde ficam os órgãos respiratórios e a abertura do ânus, onde é eliminada amônia.
            Eles podem respirar por brânquias (espécies aquáticas), por pulmões (espécies terrestres) ou pela pele. O sistema circulatório está presente, pode ser com circulação fechada ou aberta e contém um coração. Os sexos são separados, mas há exceções hermafroditas e seu desenvolvimento é indireto.
            São classificados em:
            Pelecípodes, que contém "pés em forma de machados", como as ostras, mariscos e mexilhões e são biválves.

            Gastrópodes, que apresentam "pés na barriga", como as lesmas e os caracóis e são univalves.

            E cefalópodes, que apresentam "pés na cabeça", na forma de tentáculos e cabeça maior, como polvos e lulas.



Anelídeos

            Os anelídeos são vermes com o corpo dividido em anéis e não são parasitas. Possuem sistema digestório completo (apresentam boca e ânus)  e sistema circulatório fechado, ou seja, o sangue circula dentro dos vasos sanguíneos.
            Eles são divididos em três classes menores:
            Os oligoquetos são anelídeos que apresentam poucas cerdas no corpo, como as minhocas. Estes vivem em ambientes terrestres, respiram de maneira cutânea e são hermafroditas com fecundação externa e desenvolvimento direto. Possuem em seu corpo uma região chamada citelo onde acontece o desenvolvimento dos embriões.
            A poliquetas são os anelídeos com muitas cerdas no corpo. Geralmente vivem em ambientes aquáticos, portanto respiram por brânquias e, ao contrário das minhocas, possuem sexos separados e desenvolvimento indireto.

            E a última classe é a dos hirudíneos, animais sem cerdas no corpo. Eles possuem uma ventosa em volta da boca em que podem sugar o sangue de outros animais. Um exemplo dessa classe são as sanguessugas que são hermafroditas com fecundação cruzada e desenvolvimento direto.



Nematelmintes

            Os nematelmintes são vermes de corpo cilíndrico que parasitam animais e plantas, são triblásticos e possuem simetria bilateral. São dióicos, apresentando a fêmea bastante diferente do macho e seu desenvolvimento é indireto.

            Este filo é o primeiro a apresentar sistema digestório completo, ou seja, boca e ânus. Não possuem sistema respiratório, a respiração é cutânea ou tegumentar, feita através de difusão.
            Para sua excreção possuem uma célula especializada, com um formato que lembra a letra H e eliminam amônia. Como os platelmintes, possuem sistema nervoso ganglionar.
            Dentre as principais verminoses causadas por esse filo está a ascaridíase, causada pela lombriga, que é contraída pela ingestão dos ovos do verme, que podem ser encontrados na água, solo ou alimentos contaminados.
            A lombriga é um dos maiores nematelmintes, podendo medir de 15 a 40 centímetros de comprimento.
            Os vermes adultos vivem no intestino delgado humano e seus ovos produzem larvas que caem na circulação sanguínea e passam pelo coração e pelo pulmão e depois voltam para o intestino pelo esôfago e lá se instalam. Lá elas terminam de se desenvolver e se alimentam dos alimentos já digeridos que chegam do estômago. Alguns ovos são eliminados nas fezes e se não houver saneamento básico podem contaminar a água e os alimentos.

            Nem todos os contaminados apresentam sintomas, somente se a infestação estiver mais séria, ou seja, com muitos vermes.
            Os principais sintomas são cólicas abdominais, enjoo, falta de disposição e fraqueza. A ascaridíase pode causar sérias lesões no pulmão e em outros órgão, provocadas pela migração das larvas e se a doença não for tratada pode levar a morte.

            Dentre as principais formas de prevenção estão: saneamento básico adequado; consumo de água tratada e hábitos de higiene adequados. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Platelmintes


           Os platelmintes são vermes com o corpo achatado que podem ser tanto parasitas de seres humanos ou de outros animais, como boi e porco, como de vida livre,  possuem simetria bilateral e são triblásticos, de maioria monóica.
          Seu sistema digestório é incompleto, apresentando somente boca como abertura para o exterior. A digestão pode ser intra ou extracelular e o que não é utilizado é eliminado pela boca.
        Não possuem sistema respiratório, respiram pela pele (respiração cutânea) por difusão. Este tipo de respiração ocorre nas espécies de vida livre, enquanto as parasitas fazem respiração anaeróbica. Também não possuem sistema circulatório, o alimento digerido é enviado para as células por difusão.
       Os platelmintes são os primeiros animais a apresentar sistema excretor e seu sistema nervoso é ganglionar e apresentam o início da cefalização nos animais.
         As planárias, platelmintes de vida livre, possuem dois ocelos na região da cabeça, estruturas foto-receptoras que somente percebem luz e não recebem imagens, é o mais perto de "visão" que esses animais conseguem produzir.

            Os platelmintes parasitas, como tênias e esquistossomos, causam doenças, que se não forem tratadas, podem levar a morte.
          A tênia e contraída ao se alimentar de carnes cruas ou mal passadas, onde o homem ingere o cisticerco (larva de tênia). O homem portador da verminose a apresenta no estado adulto em seu intestino, sendo, portanto, o hospedeiro definitivo. Os ovos são eliminados pelo homem pelas fezes.

            A teníase tem como sintomas alterações do apetite (fome intensa ou perda do apetite), enjoos, diarreias frequentes, perturbações nervosas, irritação, fadiga e insônia. Para ser evitada devemos cozinhar bem as carnes e fiscalizar seus derivados.
            O esquistossomo possui um hospedeiro intermediário, podendo ser caramujos, caracóis ou lesmas, que liberam a larva do verme em águas não tratadas, e assim contamina o homem através da pele. No homem o parasita se aloja nas veias do intestino e do fígado e lá se desenvolve.


            A esquistossomose apresenta febre, calafrios, dor de cabeça, dores abdominais, náuseas, vômitos, tosse seca e uma reação alérgica na pele ao entrar em contado com o verme. Entre as formas de prevenção estão o saneamento básico e o combate do molusco hospedeiro intermediário.

sábado, 16 de agosto de 2014

Cnidários



            Os cnidários são animais aquáticos e a sua maioria vive no mar. Os tentáculos desses animais possuem substancias tóxicas capazes de paralisar ou matar pequenos peixes.
            O corpo de alguns cnidários é cilíndrico, com uma abertura na parte superior que corresponde à boca. Aqueles que são sésseis ou se movimentam pouco são chamados de pólipos, já os com formato de sino com a "boca" na parte inferior são chamados de medusas. Ainda existem cnidários que formam colônias.

        Seu corpo é coberto por uma epiderme. Nela existem células chamadas cnidócitos, que ficam principalmente nos tentáculos. Dentro destes existe um cápsula, o nematocisto, que contém uma espécie de fio que funciona como arpão. Quando algo encosta-se à epiderme, o fio sai e injeta o veneno na presa.
             A toxina pode paralisar ou matar pequenos peixes, esses servem de alimento para os cnidários. O alimento vai para a cavidade do corpo onde é digerido e o que resta é eliminado pela boca.
           Os cnidários têm alternância de gerações, ou seja, uma geração se reproduz assexuadamente e a outra sexuadamente. A reprodução assexuada é feita pelos pólipos e ocorre principalmente por brotamento, se o broto continuar ligado forma-se uma colônia. A reprodução sexuada é feita por medusas, onde é produzido gametas, fecundação e formação de larva móvel.
              A junção de esqueletos de corais e calcário de algas da origem aos recifes nas regiões tropicais. Formam-se geralmente em águas claras, rasas e de boa temperatura. Os recifes protegem o litoral da erosão causada pelas ondas alem de abrigar muitos organismos.  Boa parte do alimento s é produzida por algas microscópicas que vivem dentro deles, e os corais oferecem sais minerais, que retiram dos animais que capturam.

 




  

domingo, 27 de julho de 2014

Poríferos


       Os poríferos, também conhecidos como esponjas, surgiram provavelmente há cerca de 1 bilhão de anos e são o filo mais simples do reino Animalia. Foram originados de seres unicelulares e heterótrofos que se agrupam em colônias.
    Esses animais não apresentam tecidos, órgãos nem sistemas e são aquáticos, predominantemente marinhos.
        Podem formar colônias de coloração variadas fixos a rochas ou estruturas submersas.São encontrados desde as regiões mais rasas das praias até profundidades de aproximadamente 6 mil metros. 
        Existem 3 tipos de poríferos, sendo o Ascon o mais simples.


Organização dos poríferos

   Os poríferos possuem células que são organizadas de tal maneira que formam pequenos orifícios, chamados de poros, em todo o corpo do animal. É por isso que esses seres recebem o nome de poríferos (do latim porus: 'poro'; ferre: 'portador'). Possuem simetria radial, ou seja, vários eixos de simetria em seu corpo. Apresentam-se na forma de pólipos, são sempre fixos a um substrato.
      A água penetra no animal através dos poros existentes em seu corpo. Ela alcança então uma cavidade central chamada átrio. A parte externa do corpo é revestida por células que formam a epiderme. Já internamente, a parede do corpo é revestida por células denominadas coanócitos.
        Cada coanócito possui um flagelo. Com o batimento dos flagelos ocorre um contínuo fluxo de água do ambiente para o átrio do animal. Junto desta água estão restos orgânicos e microorganismos, que são capturados e digeridos pelos coanócitos. O material digerido é então distribuído para as demais células do animal. Eles possuem digestão intracelular, ou seja, digerem o alimento dentro das células.
        Os poríferos filtram a água que penetra em seu corpo, retirando dela alimento e gás oxigênio, portanto, são animais filtradores. Depois disso, a água que eles não precisam mais é eliminada para o ambiente pela abertura chamada ósculo.
       O "esqueleto" das esponjas é formado por diversos tipos de substâncias. Dentre elas destacam-se as espícolas, com formas variadas, e uma rede de proteína chamada espongina.
        Os poríferos se reproduzem tanto assexuada como sexuadamente. Varias espécies reproduzem-se por brotamento; os brotos crescem ao redor daquele que o originou e formam uma colônia de espongiários. As esponjas também apresentam formas sexuais de reprodução. Certas células se transformam em óvulos e outras em espermatozóides. Os espermatozóides são liberados na água e fecundam os óvulos.